Nosso cérebro funciona por associação. Antes de conhecer qualquer coisa, precisamos experimentar, comparar, catalogar e arquivar dentro do HD existente dentro de nossas cabeças. Por isso é muito comum vermos ondas de produtos semelhantes, se não iguais, lançados no mercado ao mesmo tempo. Funciona assim: um cara lança um brownie em algum lugar. Ele tem o propósito de entregar um brownie simples, mas gostoso e com isso melhorar um momento da vida de seus consumidores e contribuir para o desenvolvimento sustentável da comunidade ao seu redor. Ok, muito legal. A partir daí começam a surgir outros “empreendedores” com o mesmo desejo de produzir e vender bolinhos, mas se esquecem do mais importante.

A associação criada por nós é a seguinte: “– O cara está fazendo sucesso fazendo bolinhos. Eu sei fazer bolinhos. Vou fazer bolinhos e vender para os amigos. Quem sabe eu consigo colocar para vender em algum lugar. Voilà, sucesso!”… Só que não. Mas, por quê?

Hoje as marcas são como as pessoas que escolhemos conviver/estar. Elas fazem parte do nosso cotidiano, conversam com a gente, muitas vezes nos dão “conselhos motivacionais” e têm personalidade própria na maioria das vezes. Cabe a nós acreditar e comprar a sua ideia ou, ao contrário, ignorar e deixar falando sozinha na gôndola do supermercado. Assim como fazemos com as pessoas. Escolhemos nossos amigos, namorados ou qualquer outro relacionamento afetivo por questões de empatia, de identificação, de reconhecimento de ideais.

Então, por que minha lojinha de brownies não vai dar certo? A resposta já foi dada, mas posso repetir: está faltando personalidade (propósito) no seu bolinho para ele não ser só mais um bolinho no mercado. Sejamos sinceros: o sabor desses bolinhos varia muito pouco. Até porque quando escolhemos comer um brownie, automaticamente o cérebro vai la no nosso HD interno e nos faz lembrar o que é e o sabor que tem um brownie, e então fazemos a comparação com aquele padrão que conhecemos. Se o bolinho não tiver um sabor extraordinário ou um propósito muito forte, ele entrará para nossa base de dados como “mais um bolinho como todos os outros” e ninguém voltará a procurá-lo.

Na maioria dos casos a marca fala mais alto que o produto em si por causa dos valores (propósitos) que ela transmite e nós percebemos. É o caso da lâmina de barbear, da palha de aço e do refrigerante de cola, que não preciso nem citar os nomes, mas você já sabe. Por exemplo, a Coca-Cola não vende um refrigerante de cola, se não um momento de felicidade em família. A Bombril não vende só uma palha de aço, mas sim uma solução completa de limpeza para a sua cozinha. E a Gillete não vende só lâminas de barbear, mas uma solução de auto-estima e confiança para as pessoas que se incomodam com seus pêlos. O Brownie do Luiz não vende só um bolinho, mas sim um momento de prazer que esteja sempre à mão e ainda a promoção de uma cultura do serviço para o desenvolvimento sustentável da comunidade.

Se lembra da febre das lojinhas de iogurte natural? Um cara começou a fazer sucesso com este modelo de negócio e logo surgiram várias outras cópias e sem nenhum propósito. Onde será que estão hoje? Talvez vendendo bolinhos.
A reflexão que quero deixar é a seguinte: qual o sentido (propósito) da minha marca e por que ela deve existir? Pergunte-se isto. O mundo não precisa de mais uma lojinha de brownies e sim de agentes de transformação social. Por isso, seja sincero e responda esta pergunta olhando ao seu redor e não para seu próprio umbigo.

Existem várias estratégias e métodos para responder a esta pergunta e ficarei feliz em poder te ajudar nesta empreitada. Você, empreendedor, tem uma grande chance nas mãos de fazer sua marca dar certo ajudando a quem mais precisa e construindo uma linda história. E eu quero estar junto com você. Por isso, vamos juntos fazer a sua história! Entre em contato com a Mútua Lab e vamos conversar.

P.S.: A história do brownie também funciona com cervejas artesanais, ok?

*Imagem: Divulgação Warner Home Vídeo